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Fundada na cidade de Juiz de Fora, em 25/12/1909,
por um grupo de pioneiros ligados à literatura e a cultura,
onde pontificavam jornalistas, escritores, profissionais liberais,
homens públicos e conceituados militantes da cátedra
e dos tribunais.
Juiz de Fora, à época denominada Manchester Mineira,
respirava um ar de progresso e de vanguarda na indústria
e na inovação tecnológica, convivendo com
fervilhante atividade literária, em que se misturavam
empreendedores pioneiros, poetas e contistas de formação
diversa, com a presença na cidade de tradicionais educandários
e austeros educadores.
A imprensa rivalizava com a do Rio de Janeiro e articulistas
de renome nacional assinavam artigos e colunas nos diários
e periódicos de Juiz de Fora. A primeira indústria
têxtil de Minas Gerais e a primeira hidrelétrica
do País se instalaram na progressista cidade.
O grupo fundador da Academia Mineira Letras, de imediato incorporando
o adjetivo mineiro, ao invés da denominação
municipalista, dava a dimensão ambiciosa e ao mesmo tempo
magnânima dos seus altos objetivos: o culto, a defesa
e a sustentação da pureza da língua e a
produção intelectual na sua plenitude e variedade.
Inicialmente, os doze idealizadores capitaneados por Machado
Sobrinho e integrados por intelectuais do naipe de Belmiro Braga,
Dilermando Cruz, Amanajós de Araújo e outros expoentes
das letras, elegeram mais dezoito intelectuais espalhados por
todo o Estado e representativos do que de melhor existia entre
a elite acadêmica de Minas Gerais.
Dentre os dezoito, destacavam-se Nelson de Senna, Alphonsus
de Guimaraens e Carlos Goes, além de outras influentes
personalidades.
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Em
1915, acordaram os membros da Academia Mineira de Letras
a transferência da sede da Academia para a Capital do Estado,
em gesto de despreendimento e de visão, descortinando maior
dimensão e "status" à mesma, próxima
dos centros do Poder e de convergência de atividades e interesses
de toda natureza.
Em 1943, com o apoio do então
Prefeito de Belo Horizonte, Otacílio Negrão de Lima,
viria a Academia receber sua sede própria, instalada no
sexto andar do edifício sito à rua dos Carijós,
aonde permaneceria até 1987, quando Vivaldi Moreira, após
12 anos de determinada articulação junto aos poderes
públicos, conseguiria o comodato do palacete Borges da
Costa, atual sede da Academia e cogominado Casa de Alphonsus de
Guimaraens, com o apoio de sucessivos homens públicos como
os Presidentes José Sarney e Itamar Franco, e os Governadores
Hélio Garcia e Newton Cardoso, cada qual emprestando parcela
de apoio visando a doação do imóvel e a restauração
do Palacete e construindo-se em seguida o Auditório ao
lado, conforme notável projeto do arquiteto Gustavo Penna.
O contraste do clássico - verdadeiro relicário -
e o moderno arrojado e funcional - Palacete e Auditório
- deu à Academia o realce e a beleza externa que o seu
rico conteúdo interno - homens e livros - abriga doravante.
A casa passou a ser integrada por 40 membros a exemplo da Academia
Brasileira e a Francesa, eleitos por um colégio eleitoral
inter paris em processo aberto a todo cidadão brasileiro,
com qualificações para postular o acesso ao sodalício. |
Assim caminha a Academia, no suceder das gerações
e na voragem dos tempos, cumprindo o lema que acalenta sua existência:
Scribendi Nullus Fines e alçando seus Confrades e suas
obrasà glória que fica, eleva, honra e consola,
nos magistrais dizeres de Machado de Assis.
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